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TRAPICHES, O POEMA 

Trapiches trapézios entre a terra e o mar,

Linha de pescar trapizongas no cosmo,

Cosmopolita zurrar,

Zorra no cosmódromo,

Pó de estrelas,

Pó de arroz,

Cais do caos.

Tra-pixote chupando picolé,

Cabloco coçando o pé,

Folk-lore,

Urbs-lore,

Urblore.

Piracema tra-pirética,

Pororoca tra-pirática à beira do ar,

À beira do espaço sider-all.

Atracadouro,

Atraca ouro,

Atraca all,

All q mia,

Que late,

Que ruge,

Q-bom,

Q-boa,

Q-suco,

Garapa no quilombo,

Batucada na congada,

Jegue na jangada,

Mula desempacada.

Balaio de mico-leão listrado, de gato, de cão vira-lata na raça. 

Abracadabra,

Farol que surge tra-pichando mil mega píxels no muro das idéias,

Ar-chote, xote, xaxado,

Achado. 

Armazém, arma-cem,

Dispensa indispensável,

Trampolim fígado e rins,

Swimming pool cérebro e vísceras,

Maníaco do parque com Jack the Ripper,

Brainstorming com Bram Stoker

Destrinchando,

Reliquidificando,

Canibalizando,

Regurgitando

Engenho e arte.

Caldeirada do diabo,

Botocuda na caruda,

Mungunzá com quiabo.

A canção que Maria oferece a João.

Colcha de retalhos,

Filha de Macabéa com Jerico,

Diga ao povo que fico.

Você já leu a Trapiches, nego?

Não?

Então lê!

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